Pretendo não pensar em política até a hora de votar, no domingo, 26. Não se trata de tarefa fácil, pois ao assistir a qualquer noticiário ou ler manchetes de jornais e portais da internet – passando por inúmeras colunas desfiando prós e contras às candidaturas – fico sem muito espaço para curtir qualquer outro assunto em primeira mão.

O futebol brasileiro anda insosso e apenas aquele jogado na Europa desperta algum interesse com jogos de nível. A referência é feita para tentar minimizar um pouco as notícias catastróficas sobre o vírus ebola que começa a se espraiar fora do continente africano, sobre as atrocidades que vem sendo cometidas pelo Exército Islâmico no Iraque e na Síria, sobre a corrupção desenfreada por aqui – atingindo até a polícia em níveis de oficiais em comando. Um verdadeiro rosário, infindável. Esclareça-se, no entanto, que não se trata daquela fileira de 220 pequenas contas dispostas de maneira sucessiva, representando cada uma delas uma oração…

Por outro lado, conforta-me assistir a alguns documentários na TV paga, todos de altíssima qualidade, instrutivos, que me ajudam a tomar consciência sobre o quão pouco sei de nada. A internet, se bem utilizada para pesquisa de informações visando o aprimoramento do conhecimento, é um instrumento – ferramenta, segundo alguns – dos mais poderosos para abrir nossas cabeças. Mas parece que anda se prestando mais para fechá-las pelo uso que boa parte dos internautas têm feito dela.

O facebook, por exemplo, pode e deve ser usado como veículo de comunicação e divulgação instantânea – apesar de não poucos dele se utilizarem para autopromoção e exposição. Mas muitos, também, são os posts de gabarito colocados e que merecem ser curtidos e compartilhados. Assim, me permito não perder esta oportunidade para divulgar um – extraordinário – que ouriçou minha alma verde-amarela: https://www.facebook.com/video.php?v=533186996826991. Vale a pena ser acessado por aqueles que apreciam a beleza de corais espetaculares.

Neste momento, existem milhões de brasileiros que não dispõem de recursos para terem a TV por assinatura e, muito menos, conectar-se à internet. A eles só cabe assistir, portanto, aos programas eleitorais gratuitos e agirem apenas como receptores de informações produzidas por profissionais de um marketing nem sempre honesto. Formam seus juízos a partir de então, sem qualquer questionamento ou possibilidade de buscar alternativas para discussão das versões divulgadas. Muito pouco para uma democracia plena.

Incongruências de nossa política.