O país vem atravessando um período, longo, de conturbações econômicas e políticas. Estes temas ganham as manchetes diariamente nos jornais e noticiários televisivos. Desnecessário descrevê-los aqui já que se você, como eu, forçosamente, acompanha os acontecimentos mundiais, está a par dos ditos cujos. As resenhas sobre calamidades também ganham espaço, em cima da hora, já que vivemos em um mundo globalizado onde só não dispomos de qualquer notícia ou informação se assim desejarmos. Até mesmo dados sigilosos de quem quer que seja podem ser acessados – obscuramente – de modo a deixar qualquer habitante ou empresa deste planeta exposto a todo tipo de “hackerismo”.

 Garimpando1

Certamente estão ocorrendomaravilhas nos campos da saúde, comunicações, ciência, tecnologia, desenvolvimento humano. Mas são informações que precisam ser garimpadas, exigindo do cidadão comum interesse incomum pelo assunto. São as pepitas no meio do cascalho. As mídias vivem de notícias impactantes e catastróficas como as recentes sobre o terremoto no Nepal, a erupção do complexo vulcânico Puyehue-Cordón (Chile) no início do mês, causando a evacuação de mais de três mil pessoas – ejetando toneladas de cinzas que atingiram a Argentina -, a execução de um brasileiro por fuzilamento na Indonésia condenado por tráfico de cocaína, os distúrbios étnicos nos Estados Unidos – fruto da violência policial -, a selvageria manifesta pelo Exército Islâmico executando, em nome de sua religião, inocentes cuja crença é distinta da sua.  

 Até o advento do “online” – e desde que o mundo é mundo – barbaridades e tragédias sempre aconteceram, mas demoravam a chegar; eram dadas ao conhecimento público em conta gotas e detalhes desconhecidos com imagens de pouca qualidade. A avalanche de informações disponíveis hoje, associada à correria do dia-a-dia, não permite que a sociedade maior seja abastecida, também, com notícias que contribuam para seu crescimento como pessoas na coletividade.   

 Seria utópico imaginar-se que em um mundo mercantilista, como o nosso, pudéssemos contar com a prevalência daqueles que enxergam a outra face dos acontecimentos colocados à disposição mediante critérios discutíveis. Assim, a triagem e o compartilhamento de informações saudáveis extraídas das mídias – que possam enriquecer a vida de nossos semelhantes – é tarefa para poucos. Garimpemos boas notícias!