Tempos conturbados os que vivemos. O bicho homem, autêntico predador não apenas da natureza, mas também de sua própria espécie, vem envidando seus melhores esforços no sentido de acabar com toda forma de vida no planeta.

Parece sustentável afirmar que os doisE assim caminha a humanidade 2 cruciais problemas enfrentados pela humanidade na atualidade sejam o cataclismo e o êxodo populacional. Guerras fratricidas e religiosas tendo à frente o Exército Islâmico, entre sunitas e xiitas no Oriente Médio, disparidades étnicas e culturais no norte e leste africano, fuga em massa pelo Mar Mediterrâneo de milhares tentando sobrevida na Europa, não deixam margem a dúvidas quanto ao futuro das nações, quaisquer que sejam elas.  O perfil sociodemográfico de não poucas irá se alterar no futuro – fruto do êxodo sem precedentes – criando novas etnias e culturas.

 Não é por outra razão que governos europeus tentam encontrar uma solução para contornar a “epidemia” que se abateu sobre aquele continente, acirrando ânimos com o crescimento repentino de migrações legais e ilegais levando países como o Reino Unido a tomarem iniciativas pouco humanitárias. Projeto de lei sobre imigração que o Governo britânico, conservador, pretende aprovar permite o confisco dos salários dos ilegais e a vigilância das contas bancárias suspeitas. O programa “expulsar primeiro, averiguar [pedidos de asilo] depois” vai ser reforçado. Paradoxalmente, não podemos – nem devemos – deixar de lembrar que tanto a Europa como os Estados Unidos da América foram colonizados por imigrantes de raças as mais distintas…

As catástrofes climáticas de toda ordem, ocorrendo em todos os continentes e simultaneamente em áreas de climas absolutamente distintos como os dos hemisférios Norte e Sul, Ocidental e Oriental nos autorizam a acreditar em alterações radicais na composição da atmosfera terrestre. Exemplos recentes são os dos terremotos no Nepal, Islândia e Chile; as inundações devastadoras nesse mesmo país, na China, nos Estados Unidos, na Europa e Angola; descongelamento dos Alpes e até no Himalaia recentemente; aquecimento dos mares e oceanos; temperatura de 47°C, esta semana, na Índia matando 1100 pessoas. São evidências claras da omissão da espécie e o preço a pagar, impagável.

Os mais conscientes – e atentos – percebem que este quadro não permanecerá intocável e irá, certamente, se agravar. Mas agirão! Os inconscientes, omissos, taparão o sol com a peneira e cruzarão os dedos na esperança de que não venham a ser futuras vítimas, ainda em vida!