Tenho refletido sobre os temas que são postados no facebook por amigos e amigos de amigos, inclusive sobre meus artigos e crônicas publicados tanto no perfil como na página Ponderando. E ponderando sobre os conteúdos diversos, muitos de excelente qualidade e bom gosto, não fica muito difícil avaliar quais os assuntos que despertam maior interesse dos aficionados da rede. O número de curtidas e compartilhamentos em determinados textos ou vídeos revela uma nítida radiografia não só do “perfil dos postantes” bem como daqueles que no face expõem sua maneira de ver a vida, expressam seus pontos de vida – até com veemência muitos -, os quais criam, involuntariamente, grupos que partilham sentimentos.

A sacada de Mark Zuckerberg e mais quatro amigos ao criarem o facebook há onze anos levou a rede social a se tornar a mais socializada ferramenta de comunicação, para o bem ou para o mal; por vezes, causando prejuízos de monta. Outras tantas, dando universalidade a informações que, de outra forma, dificilmente chegariam ao conhecimento de tantos nós tão facilmente, agregando valor ao já existente. Uma arma de dois gumes, por certo, mas que, respeitados os limites da boa educação e do bom senso se torna inofensiva e atuando como instrumento de aproximação entre pessoas, muitas das quais não se comunicam há anos ou décadas.

Onde esta voce

 Vivi essa experiência quando, cerca de três anos atrás, fui “descoberto” no facebook por um amigo e vizinho no prédio onde, por anos e em outro estado, morávamos na adolescência. Décadas de distanciamento depois voltamos no tempo, caminhamos por estradas distintas, repassamos nossas histórias, relembramos as traquinagens – na melhor das hipóteses… – que só nos permitimos realizar quando imaginamos sermos imortais e livres agindo em um mundo onde adultos (sempre eles) não sabiam de nada. Talvez tenha sido essa a mais gratificante experiência por mim vivida enquanto surfando na rede onde, em realidade, pouco participo a não ser através de meus textos. Certamente o foi!

 Fica aqui, portanto, uma sugestão para que você – se é que já não o fez – procure por pessoas que lhe foram caras em um passado remoto, mas que o tempo e a distância física separaram. São aquelas que, talvez, se mantenham arquivadas em algum lugar de sua memória não virtual aguardando, por obra, arte e batuta de Zuckerberg, a oportunidade de um reencontro memorável.

 Vai valer a pena!