O país está a assistir um dos maiores e mais importantes capítulos de sua história. Somos uma geração privilegiada, apta a participar e a acompanhar de perto os desdobramentos de uma saga que se iniciou a partir do reinado de D. João VI: a corrupção! Sempre presente, desde tempos idos, jamais foi combatida antes até seus intestinos e seus atores raramente punidos com os rigores da lei.    

Tenho sido “testemunha ocuDura Lex, Sed Lexlar da história” (parodiando o mote de famoso noticiário histórico do radio e TV dos anos 50) acompanhando a criação e evolução do afamado “jeitinho brasileiro”, usado para – ingenuamente – violar as leis; da complacência da população com o assalto ao dinheiro público por políticos, criando até mesmo slogans como “rouba, mas faz”; convivendo com ditaduras civis e militares; inconformado com a omissão ampla, geral e irrestrita de parlamentares submissos à vontade de governos em troca de favores e cargos ultrajando eleitores e cidadãos.

A operação Lava-Jato – de conhecimento de todos os brasileiros – vem sendo conduzida por parte de procuradores do Ministério Público Federal, delegados da Policia Federal e agentes da Receita Federal, com atuação impecável, séria, honesta, competente e, sobretudo, corajosa. Enfrentando poderosas empresas, expondo seus expoentes corruptores e corrompidos políticos, descortinam o palco para um novo país, rico por natureza, merecedor de respeito e reconhecimento. Tal qual um mata-borrão a absorver os excessos cometidos pela ilegalidade ora confrontada com denodo, reverencia-se o Princípio Republicano, viga mestra do Estado brasileiro. 

A sociedade confia em um Poder Judiciário que venha a julgar com imparcialidade e isenção absolutas os desvios, ora sob investigação, dando uma demonstração inequívoca – ao país e a o mundo – de que somos todos iguais perante a lei.

E, mais uma vez, sob o crivo da opinião pública! Lembremo-nos  do Mensalão…

* A lei é dura, mas é a lei

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)