As últimas manifestações ocorridas Brasil afora, no último domingo, deram uma demonstração de quanto este país está amadurecido politica e democraticamente.terra à vistaO comportamento civilizado, tanto da polícia quanto da população, nos dá um crédito de esperança de que a gravíssima crise enfrentada por todos – governo, Congresso Nacional e sociedade – possa vir a ser contornada por meios pacíficos. Espera-se que, ao contrário do já manifestado publicamente pelo senhor Luiz Inácio – de colocar o exército de Luis Stédile, chefe do MST, nas ruas para combater sua miragem – a coletividade continue a se expressar de forma contundente, dentro da ordem, preservando seu instinto democrático.

Em meio ao brandimento com cartazes e bandeiras incentivando o “impeachment” de Dilma, não poucos declaravam, também, manifesto apoio ao Juiz Sergio Moro, maestro da condução da Operação Lava-Jato. Considerar o afastamento da ocupante da cadeira executiva no Palácio do Planalto é propor trocar seis por meia dúzia. Pela Constituição, seu lugar deveria ser ocupado pelo vice-presidente da República, raposa velha, mais que conhecida dos intestinos da política nacional.  Estaria a pavimentar seu caminho visando às eleições em 2018.

O “imbróglio” foi gestado pela administração(?) Dilma I:  economicamente, por seu ministro da Fazenda, de belíssimo currículo, mas que melhor teria feito se tivesse permanecido em sua fazenda – e, politicamente, por seu Partido, fechando os olhos para tudo que se passava na tesouraria da agremiação. Parceira de prepostos instalados por sua graça e obra em diretorias como a da Petrobras, maior empresa da América Latina até então, para dilapidar o patrimônio público na maior ousadia desde os idos de 1808 – quando da fuga da família real portuguesa para o Rio de Janeiro – o futuro deste país está sendo desenhado pela fecunda atuação, conjunta, do Ministério Público Federal e Justiça Federal no Paraná.

Compete à população e imprensa, comprometidas com a depuração de nosso sistema político, manter vivos a atenção e o alerta, de olho nas “articulações” entre políticos denunciados pelo MPF e o governo federal, visando buscar – ao que se imagina – blindagens por ações e omissões. Caberá ao Poder Judiciário, portanto, solitariamente, desempenhar seu papel com altivez e definir um novo rumo e  destino para este país. Confiemos!