Do ensaísta, filósofo, prosador, poeta, conferencista e pintor de origem libanesa, Gibran Khalil Gibran, cujos escritos, eivados de profunda e simples beleza e espiritualidade, alcançaram a admiração do público de todo o mundo: “Você pode contar seus segredos ao vento, mas não vá culpá-lo por contar tudo às árvores”.gibran2

Nestes tempos em que a tecnologia da comunicação eletrônica, altamente sofisticada, como o SMS, WhatsApp Messenger, ChatOn, Dropbox, Hangouts e inúmeros outros aplicativos tornam vulneráveis nossa privacidade – escancarando nossa vida – medidas de cautela  se impõem, eis ser possível conhecê-la por “experts” em informática. Incautos já descobriram esta verdade, com enormes prejuízos. Mas, infelizmente, assunto ainda desconsiderado por muitos.

Os experts em computação (“hackers”) dominam as técnicas de invasão de sites e coleta de informações “escondidas” até em redes sociais. Não creio que isso seja segredo para ninguém. Por isso, surpreende-me, sempre e ainda, que no facebook, por exemplo, milhares de pessoas, sem qualquer constrangimento, se exponham imaginando que sua boa fé em divulgar dados, informações, prioridades, hábitos e costumes venham a ser de interesse apenas dos “amigos” – sem limites – imaginando que suas preferências de privacidade as protegem por completo. Não protegem!

Redes sociais são úteis, sim, mas para gerar e trocar informações que possam ajudar os semelhantes a levar uma vida melhor e mais saudável. Não raro, enriquecendo o conhecimento. 

Minha percepção do momento atual é, no entanto, que o tempo para convivência entre as pessoas se tornou escasso. A comunicação direta, olho no olho, as conversas ao vivo e a cores deram lugar às palavras tecladas em mensagens e à voz como último recurso. O ser humano se tornou, assim, refém de celulares e tablets sob o argumento de que sem acesso Online, em tempo real, 24 horas por dia, ele estaria tão perdido quanto um náufrago no oceano.

Gibran, ao seu tempo, já manifestava o que sempre foi verdade: “Você pode contar seus segredos ao vento, mas não vá culpá-lo por contar tudo às árvores”.

Como diria o Conselheiro Acácio: “depois não diga que não avisei”!

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)