Eminência PardaLula assumiu, definitivamente, as rédeas do governo – senão como presidente eleito, sem dúvida como autêntica “Eminência Parda”. Como coreógrafo da dança das cadeiras e costureiro das intrincadas alianças de pseudo-aliados, conseguiu defenestrar Aloísio Mercadante, Chefe da Casa Civil de Dilma – posto reconhecido como o de um primeiro-ministro – devolvendo-o ao Ministério da Educação e despachando, por telefone, o competente filósofo e professor da Universidade de São Paulo, Renato Janine Ribeiro, que assumira o cargo há apenas cinco meses. “Blitzkrieg”!
Sob as bênçãos de Lula, que já se insinuou pré-candidato à presidência da República em 2018, foi colocado na sala ao lado de Dilma, Jacques Wagner até então ministro da Defesa – responsável pela coordenação das três Forças Armadas – e agora substituído – por ironia do destino – por conhecido membro do Partido Comunista do Brasil. Tempos modernos!
Diante do imbróglio político-econômico em que se encontra o país, o partido do governo se rebela contra as medidas econômicas propostas pelo seu ministro da Fazenda, Joaquim Levy, escolhido por Dilma para arrumar a casa. Não bastasse a publicamente assumida desconfiança do partido do governo no ainda ministro Levy, a imprensa noticia a pressão ora exercida por “ele“ para emplacar Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central durante suas gestões, como novo salvador da pátria. Fogo amigo!
Por que será que existem tantos candidatos que venderiam a alma para se tornarem ministros nesta terra arrasada, governada por desalmados? Por que será?
A semana promete!