Este país pode vir a ser sérioDia 07 de outubro de 2015: um dia histórico para o Brasil. O TCU – Tribunal de Contas da União – por unanimidade, recomendou ao Congresso Nacional reprovar as contas do governo Dilma em 2014.  O destaque fica por conta da decisão do ministro do Superior Tribunal Federal – Luiz Fux – que rejeitou pressão do governo e o pedido da Advocacia Geral da União para suspender a análise das contas de Dilma por aquele tribunal. Mais uma manobra política do Palácio do Planalto foi vencida pelo embasamento técnico da matéria.

Pouco politizada, a grande massa de nosso povo desconhece como funcionam o Estado e seus Três Poderes: Executivo, Legislativo e Judiciário. Como exemplo, apesar de o nome sugerir que o TCU faça parte do Judiciário, a instituição possui autonomia administrativa, estando enquadrada no Legislativo. Auxilia o Congresso Nacional no planejamento fiscal e orçamentário anual e tem como objetivo garantir que o dinheiro público seja utilizado de forma eficiente atendendo aos interesses públicos.

Em época de desvios e falcatruas de todas as naturezas em empresas estatais, de políticos que “habitam” no Congresso Nacional e de corruptos ainda invisíveis aos olhos da Justiça, a coragem e determinação tanto do Relator da matéria – que no transcurso da análise da matéria sofreu todo tipo de pressão do governo – como de seus pares, oito ministros, revelam a esperança de que este país está começando a mudar. 

Resta ver, agora, como se comportará o Parlamento ao julgar a decisão do TCU visando por um fim naquela que foi a maior orgia de gastos públicos com o seu e o meu dinheiro. Irresponsavelmente! Corruptamente! Eleitoralmente! 

Apesar de a situação política e econômica do país ser gravíssima, dramática, confiemos que a crise – como qualquer outra– terá um fim. Se o Muro de Berlim caiu em 1989, depois de 28 anos, reunificando a Alemanha em uma nação apenas e o “Apartheid” – regime de segregação racial adotado de 1948 a 1994 por sucessivos governos da África do Sul também caiu – nossa libertação certamente está próxima. 

Carecemos, talvez, de um Martin Luther King ou Nelson Mandela verde-amarelo para colocarmos este país no lugar que merece politica, econômica e eticamente. Por fim, citação do grande líder africano nos lembra: “Devemos promover a coragem onde há medo, promover o acordo onde existe conflito, e inspirar esperança onde há desespero”. 

(Este texto está protegido pela Lei nº 9.610/98)