Um olhar de fora 1Ponderei sobre este assunto por longo tempo antes que me dispusesse a abordá-lo aqui. Carregando respeitável bagagem de vida pessoal, social e profissional – fruto de décadas de experiência as mais diversas – ouso colocá-la à disposição de entidades, instituições, empresas, prestadoras de serviços e afins – sem qualquer remuneração ou contrapartida.

A razão é simples e até mesmo altruísta. Amparado por oportunidades várias ao longo da vida, vivendo sucessos e insucessos que forjariam qualquer pessoa, sempre tive consciência de que minha conta corrente existencial nunca ficara no vermelho e, não raro, colocando-me em posição de investir em desafios.

Uma vida sem desafios a enfrentar, sem riscos a correr, sem objetivos alcançados e tombos levados, pouco – ou nada – contribui para a razão de nossa passagem por aqui. Com muitos “réveillons” deixados para trás, vivi tudo isso em momentos de risadas gostosas celebrando a alegria do sucesso, de prantos em momentos de perdas, de percalços inexplicáveis.

Os registros de vida, cuja contabilidade de tantos atos realizados e não poucos ainda aguardando por serem escriturados, se submeteriam à mais rigorosa auditoria sem quaisquer ressalvas. Ética, princípios, valores, herdados todos, pautaram momentos vividos, muitos de turbulências vencidas que apenas fortaleceram as fundações do já consolidado. 

A questão que vinha se colocando desde há muito é: como existe sempre alguém carente daquilo que você possui a mais, seja intelecto, conhecimento, posses, o que fazer para partilhar com quem necessita, mas sem intenção de auferir qualquer vantagem pecuniária? Acredito que cada um de nós, sem exceção, em determinado momento de nossas vidas, tem sempre como retribuir o que lhe sobra e que, certamente, não levará consigo no fim da jornada.

Há que lembrar que minha disposição – e disponibilidade de tempo – ao assim colocar-me, resume-se a contatos informais para abordagens diversas, troca de ideias, sugestões se solicitadas, lastreadas por confidencialidade absoluta.  

Assim, não se surpreenda e retorne ao primeiro parágrafo desta mensagem para refrescar a memória.

 

 

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RAdeATHAYDE