Integridade3Política é a ciência da governança de um Estado ou Nação e também uma arte de negociação para compatibilizar interesses. Num significado mais abrangente, o termo pode ser utilizado como um conjunto de regras ou normas de uma determinada instituição. É o que nos ensina o dicionário.

Certa vez, em conversa reservada com um candidato a cargo majoritário, fui indagado sobre minha visão da política. Procurou convencer-me de que “na vida tudo é política” e assim… Mas isso já o sabia eu de longa data. Verdade é que deixando de lado aquela praticada por vereadores, prefeitos, governadores, deputados, senadores e por aqueles que dormem no Palácio da Alvorada, políticas outras praticadas dentro de organizações podem não ser, também, das mais virtuosas. Em realidade, política e poder são irmãs siamesas, indissociáveis e interdependentes deixando o caminho aberto para os mais ambiciosos.

No mundo dos negócios, a expressão “fazer carreira”, por exemplo, já é por si só emblemática. Ninguém entra em uma corrida para perder; o objetivo final é ganhar sempre, obviamente. Nem sempre de forma legítima ou até mesmo de acordo com a moral. Por isso, são raras as competições em que a disputa por um lugar no pódio – em alguns ou muitos momentos – não deixa de envolver procedimentos nada éticos, deslealdades impensáveis atingindo os mais ingênuos, “briga de foice em quarto escuro”, puxadas de tapete, alianças espúrias visando objetivos não menos.  São regras de um jogo – aceitas ou impostas – ainda que não estabelecidas. Briga de cachorro grande.

Quem trabalha ou já trabalhou em instituições como empresas, universidades, hospitais, serviço público e tantas outras atividades já presenciou ou vivenciou situações as mais esdrúxulas. Não surpreende, portanto, que desde sempre pessoas com ambições desmedidas e de caráter duvidoso se disponham a compactuar com “mal feitos” tanto na política partidária quanto na profissional procurando usufruir das benesses as quais, apesar de tudo, um dia podem vir a custar-lhes muito caro.   

O canto da sereia, o gostinho pelo poder e tudo que dele pode ser auferido é mais forte para não poucos, inclusive respeitados cidadãos acima de qualquer suspeita. Enfrentar uma concorrência desleal é sempre um desafio para aqueles que – íntegros – são merecedores de admiração e respeito, eis que se mantêm fieis aos seus princípios e valores. O preço pode ser alto, mas sempre menor que o de perder o respeito por si próprio e perante sua família. Conheço vários.

 A eles, minha homenagem!

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