Apenas uma semana depois de encerradas as eleições majoritárias, consagrando Jair Bolsonaro como presidente-eleito, a artilharia da oposição e de outros tantos que ficaram em cima do muro até o fim, agora se manifesta como se brasileiros não fossem.

Fala-se muito em democracia, respeito às autoridades constituídas, amor por este Brasil combalido, mas na prática parece que o sentido de brasilidade desapareceu. Se é que algum dia existiu. Reagir negativamente sobre toda e qualquer notícia que possa eventualmente gerar polêmica em nada contribui para pacificar (como clamam tantos…) este país dividido menos por ideologias e mais por interesses grupais de várias ordens (ou desordens!).

Estamos diante de um fato – que não é fake – consumado. Uma nação fragmentada até seus intestinos, social e economicamente, vem sendo obrigada a, também, enfrentar arautos declarados e nem tanto, que vociferam contra um governo que nem posse ainda tomou.

Que trabalha na construção de um ministério decente capaz de tentar desentortar o estrago feito por aqueles que tentaram se perpetuar no poder. Que recebeu o aval de eleitores em uma eleição limpa – observada até pela OEA (Organização dos Estados Americanos) – para tirar o Brasil do atoleiro. Que merece o benefício da dúvida, sim, o benefício da dúvida, pois, como dizia o saudoso jornalista e dramaturgo Nelson Rodrigues “toda unanimidade é burra”.

Este país ainda não aprendeu a valorizar a liberdade de expressão, de ideias, da convivência pacífica como se em tempos de paz não estivéssemos. Pelo bem deste país rico, da gente pacata por suas origens, sempre considerado do futuro, ergamos as mãos aos céus por nos ser permitido exercer o livre-arbítrio sem restrição.

E até porque, como sempre, otimistamente, diz minha filha: “é o que temos para hoje”. Assim, comemos ou morremos de fome!

          

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RAdeATHAYDE