Aprendi – em um documentário sobre o clima – seus desvarios e soluções pragmáticas para deter a mudança climática, que todo e qualquer vegetal, principalmente árvores e florestas, por óbvio, absorvem o CO2 (dióxido de carbono) da atmosfera, liberam o oxigênio e retém o carbono. Resultado: redução dos níveis de carbono na camada de gases que envolve o planeta, tornando-o mais saudável para a humanidade.

O dióxido de carbono, também conhecido como gás carbônico, é associado ao chamado efeito estufa e considerado prejudicial ao meio ambiente, como visto acima. Informações geradas pela Wikipédia demonstram que, entre 1991 e 2000, a área total desmatada para a pecuária e abertura de estradas da maior floresta tropical do mundo aumentou mais que seis vezes que a área de Portugal, 64% maior que a da Alemanha, 55% maior que a do Japão. E você nem desconfiava…

A maior parte da população desconhece que, em 2008, foi criado o Fundo Amazônia para prevenir, monitorar e combater o desmatamento. Entre os maiores doadores do Fundo estão países comprometidos seriamente com a qualidade do clima: Noruega (94%), Alemanha (5%). A Petrobrás participou com modestos 1%.

Mas a preocupação com notícias da imprensa que dão conta que o governo federal pretende usar recursos do Fundo para indenizar fazendeiros que possuem imóveis em áreas de proteção ambiental pode levar os dois países europeus a encerrar suas doações. São doações para investimentos, não reembolsáveis, a fundo perdido, que já disponibilizaram cerca de R$ 3 bilhões para o país. Verba que, entre outros destinos louváveis, permite que o Brasil possa pesquisar e preservar a floresta amazônica sem gastar um centavo sequer.

Vale lembrar, no entanto, que o desmatamento na floresta amazônica em junho deste ano foi 88% superior ao verificado no mesmo período de 2018, segundo dados do INPE divulgados nesta semana. No ano passado, ainda no governo Temer, e devido ao aumento do desmatamento entre 2015 e 2016, os europeus chegaram a cogitar suspender as doações. Dando um voto de confiança ao Brasil, acreditando que o país faria sua parte para reverter o problema, suspenderam a intenção. Não fizemos o dever de casa!

Assim, nossa sociedade deve ficar alerta para o papel que este país representa na questão ambiental dentro da ordem mundial. Que não deixe ficar na mão – ou bolsos – de políticos a parcela de responsabilidade que lhe cabe na preservação de um meio ambiente sustentável para todos. Ou, que se revele de uma vez.

Somos parte do problema… e da solução! Falta-nos credibilidade!

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