A novela midiática em que se transformou (mais uma) transferência de clube do jogador Neymar – não apenas de futebol, mas também de transações milionárias – chegou ao fim. Alvíssaras por que não deu certo seu retorno ao Barça.

Explico: o FC Barcelona, mais que um clube, é uma instituição fundada em 1899 por um grupo de futebolistas, suíços, ingleses e catalães: um símbolo da cultura e nacionalismo catalão, cujos próprios torcedores operam o funcionamento do clube. Por esta razão, utiliza o lema “Més que un Club” (Mais que um Clube).

Sua Academia para educar e treinar jovens jogadores é conhecida internacionalmente como La Masia. De 1979 a 2009, 440 jovens deixaram suas casas e famílias para ficar na academia. Desses, 40 chegaram ao primeiro time do Barça que, em 2010, chegou a indicar três jogadores ao mesmo tempo – Andres Iniesta, Xavi e Messi para o prestigiado Balon d´Or. Messi levou o prêmio de melhor jogador da Europa. E a seguir, do mundo: “Més que un Club”.

A cada ano, mais de 1.000 meninos de seis a oito anos tentam entrar no mercado. Os 200 melhores são selecionados e o Barça tem um acordo com 15 clubes locais para treinar jogadores que não estão prontos para ingressar na academia de jovens. Em troca, o FC Barcelona oferece dinheiro, treinamento e consultoria técnica a esses clubes por seus serviços.  “Més que un Club”.

E Neymar agora, como em 2017, quando forçou sua saída do clube catalão para ir ao PSG, da França,  a história se repetiu. Aliás, pela terceira vez, eis que ao sair do Santos FC, clube que o revelou, o “script” não foi diferente.

Como admirador do Barcelona – certamente influenciado por “La Pulga”, em anos idos – estava triste por assistir tanto empenho pelo retorno de um jogador-problema que “deu uma banana” para o clube e seus torcedores há dois anos imaginando-se tornar-se o Messi francês e ficar alguns milhões de euros mais rico. Pura ilusão. Faltou-lhe e falta-lhe, no mínimo, estofo. Sobraram-lhe euros!

No entanto, fiquei feliz em constatar que a tentativa do moço mimado em, até, abrir mão de 20 milhões de euros de uma de suas contas bancárias para ajudar o caixa necessário à concretização do negócio – fato inédito -, não deu certo. Olé!

Sorte dos “culés” (torcedores do Barça) e do futebol catalão. Ninguém é insubstituível. O FC Barcelona não merecia correr esse risco! A sorte falou mais alto. “Més que um Club”

Barça! Barça! Barça!

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