O Brasil é conhecido e reconhecido como o país do futebol, do carnaval, das belas mulheres, das praias que encantam o nosso litoral. Turistas se deslumbram com o clima, sua diversidade geográfica e cultural, e por que não, étnica, linguística e religiosa.

O cidadão comum, habitante deste país continental, não se dá conta de nossa riqueza como potência em várias áreas como a de produção de alimentos. Ocasionalmente, comenta-se que o Brasil é o celeiro do mundo. Mas o que isso significa para a densa camada da população de pouca erudição?   

O que esse cidadão conhece sobre a realidade de nossa pujança agrícola, mola mestra de nossa economia? A menos que pertença ao setor, certamente seu desconhecimento não é pequeno. No entanto, todos os dias, ouve pelo noticiário que o dólar subiu ou desceu, que a bolsa de valores fechou em alta ou em queda, que o índice Bovespa atingiu tantos mil pontos.

Não ficaria surpreso se essa imensa massa da população a que me refiro desconhecesse que o Brasil é líder mundial das exportações de café; e de soja; e de carne bovina; e de carne de frango; e de suco de laranja; e de açúcar.

E, mais, que pode superar os Estados Unidos na exportação de milho este ano!

Já é hora de a imprensa brasileira “abrir janelas” para divulgação diária de feitos desta natureza criando no brasileiro comum um orgulho incomum que seja maior que aquele de ser pentacampeão mundial de futebol. Importante para o nosso ego, sim, mas insuficiente como orgulho nacional.

O mundo pode ser uma bola, mas é desta terra em que se “plantando tudo dá”, como escreveu Pero Vaz de Caminha há quinhentos anos, que estamos mostrando ao mundo qual o nosso lugar.

Não creio que até mesmo você, com todo respeito, tenha conhecimento de que a safra de cereais, leguminosas e oleaginosas no Brasil fechou 2019 com uma produção recorde de 241,5 milhões de toneladas, segundo a última estimativa divulgada pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

E que o IBGE também divulgou seu terceiro prognóstico para a safra de 2020, que deverá ser ainda maior do que a estimada para 2019, de 243,2 milhões de toneladas, ou seja, 0,7% acima da safra do ano passado.

Tudo isso a despeito de uma situação política conturbada.

Quem sabe  tomando-se consciência de que existe um outro Brasil, além do exposto pelo noticiário político polarizado, possamos vir a bradar em alto e bom som: além de penta no futebol somos, também, hexacampeões na exportação de alimentos. Golaço!