Estamos vivendo uma verdadeira epidemia de informações invasivas nos portais de notícias, celulares, redes sociais, televisão. Em determinadas situações tentar apagar a “praga” de imediato resulta inútil, eis que a tecnologia permite segurar a informação até que você a leia. A você, resta ficar ou largar.

Não existe a menor dúvida, se é que alguém ainda a tenha, de que somos todos impotentes e reféns da divulgação volúvel, muitas e não poucas vezes nociva. Afinal qualquer criança hoje tem acesso a celulares e tablets e, neles, conteúdos livres estão inseridos com informações para adultos. Neste particular, estamos formando gerações que crescem sem sonhos, sem fantasias, criando vácuos no seu desenvolvimento intelectual, vitais para sua realização no futuro como ser humano pensante, dotado de discernimento.

Sem qualquer viés de puritanismo, a permissividade sem limites e ausência de conceitos vários – escancarando de forma abrangente qualquer falta de recato – leva-me a concluir que princípios e valores duvidosos estão sendo subliminarmente incorporados por crianças e jovens sem qualquer filtro.

Educar filhos na atualidade é tarefa hercúlea, sem precedentes! Nunca foi fácil, muitas vezes angustiante, criar os filhos para que possam se tornar cidadãos bem formados na acepção da palavra. A influência externa à família sempre esteve presente até mesmo com peso relevante. Mas, quero crer que, em tempos não muito distantes, o acesso à informação aberta – como hoje – era menor e menos influente.

Fala-se muito, e não é de agora, em liberdade de expressão. Recorde-se que, no Brasil, a liberdade de expressão é garantida pelo artigo quinto da Constituição Federal. Assim, fica à responsabilidade de cada um sobre o que dizer, como dizer. Na propaganda, que é diferente de publicidade, não é diferente. São ações construídas de forma intencional e premeditada visando atingir objetivos específicos sem quaisquer chicanas.

Neste mundo liberto – exceto em sociedades arbitrárias – com carta de alforria concedida a todos os cidadãos para sua livre manifestação, limites – se é que existem – são impostos por hábitos e costumes absorvidos através dos tempos. Princípios éticos e morais adaptam-se às circunstâncias, em permanente convulsão. Cumpre-me, apenas, através do exemplo, contribuir para que palavras e ações tenham significado maior que aquelas conferidas ao léu.

Quanto a você…?