O covid-19, conhecido como coronavírus, continua se espalhando por todo o mundo mediante casos confirmados por importação e transmissão local. Em todos os continentes, sem exceção, o vírus já se instalou em menor ou maior grau.

Com um filho e família residindo na Itália, as informações de lá (10 /03) são de 8514 casos confirmados e 631 mortos. Na madrugada do último domingo (08/03) um decreto do governo italiano colocou em isolamento a Lombardia, cuja capital é Milão, e mais 14 províncias de outras quatro regiões, incluindo Veneza. Estamos falando de 16 milhões de pessoas. Dois dias mais tarde o país inteiro foi “fechado” com recomendações para que ninguém saísse de casa.

E casos de contaminação mundo afora continuam a crescer. A universidade americana Johns Hopkins aponta (10/3) 4.087 vítimas fatais pela doença, com 77% das vítimas na China: 3.140.

O Brasil tem agora (10/3) 31 casos confirmados do novo coronavírus. Em todo o país, ainda há 930 suspeitos segundo números do Ministério da Saúde.

Cidades com vocação turística nestes tempos de globalização são alvos fáceis para disseminação de doenças como o covid-19 e vírus outros. Recebem visitantes oriundos de diversas regiões do planeta, inúmeros com passagens em áreas comprometidas, facilitando a exposição.

A turística Holambra (SP) recebe levas de turistas oriundos de todos os cantos do país e até mesmo do exterior. Segundo a Prefeitura, no ano passado, a cidade recebeu cerca de 1 milhão deles. E mesmo depois do início da divulgação do coronavírus os visitantes continuam desfrutando da hospitalidade e belezas da Cidade das Flores.

Cidade pequena que abriga inclusive uma população idosa considerável, não se pode afirmar que ela esteja livre de eventual contaminação por parte do vírus. A autoridade sanitária local, atenta para os cuidados exigidos por orientação da OMS, insiste nas recomendações explícitas para proteção individual (e do entorno, por que não?): (1) lavagem constante das mãos com água e sabão por cerca de 20 segundos; (2) uso do álcool em gel 70; (3) proteção com lenço de papel ou convencional em caso de tosse ou espirro. Evite-se aglomerações e locais fechados.

Acompanho diariamente – por razões óbvias – a evolução do drama ora sendo vivido pelos meus na Itália. Como se sentisse na pele, faço um apelo para que todos que me leem observem por aqui – com rigor – as diretrizes das autoridades de Saúde.

E uma sugestão: que os itens (1), (2) e (3) sejam perpetuados e ensinados às crianças desde pequenas. “Piano, piano; se va lontano” (devagar se vai ao longe).