O covid-19, doença que foi identificada pela primeira vez em Wuhan, na província de Hubei, República Popular da China, em 1 de dezembro de 2019, teve o primeiro caso reportado em 31 de dezembro do mesmo ano.

De lá para cá o surto foi se alastrando mundo afora levando inicialmente a Itália a se tornar o epicentro na Europa onde, devido a reações tardias visando bloquear a contaminação, atingiu números catastróficos de infectados e mortos.

A demora em tomar providências drásticas e ignorar à orientação de efetuar o confinamento ou distanciamento social recomendadas pela OMS – Organização Mundial da Saúde – levaram de roldão a França e a Espanha sem menosprezar-se a atitude – comprovadamente desastrosa – do primeiro ministro britânico Boris Johnson que, tardiamente, se viu obrigado a exigir o isolamento da população recebendo como troco sua contaminação, internação em estado grave e, talvez, por sorte, sua recuperação graças ao excelente serviço de saúde – NHS – disponível no país.

Afinal, até 15 de abril de 2020, pelo menos 1 970 879 casos da doença foram confirmados em mais de 210 países e territórios, Pelo menos 125 910 pessoas morreram (mais de 25 000 nos Estados Unidos, pelo menos 21 000 na Itália, cerca de 18 000 na Espanha, por volta de 15 700 na França, mais de 12 000 no Reino Unido e pelo menos 3 300 na China). (Wikipedia)

Mas parece que esses números e a clara evidência de que as recomendações da OMS não assustam, vem levando alguns governos a arriscar parte de suas populações a contraírem o codiv-19 com futuro imprevisível sombrio.

Os efeitos mundiais da pandemia levaram à instabilidade social e econômica, corridas às compras, xenofobia e racismo contra pessoas de descendência chinesa e do leste asiático, on-line de informações falsas e teorias da conspiração sobre o vírus e o encerramento de escolas e universidades em pelo menos 115 países, afetando mais de 1.6 bilhão de estudantes. 

Enquanto isso, no Brasil, esforços de médicos e cientistas consagrados, na tentativa hercúlea de poupar o país de uma catástrofe – em uma corrida contra o tempo – tenta reduzir nossa deficiência em equipamentos e infraestrutura hospitalar perseguindo as orientações inequívocas da OMS.   

Infelizmente, na contramão, significativa parcela de nossa população iletrada, inculta, desconhecedora sobre o que se passa pelo mundo, é influenciada pela ala política antítese da ciência. Exposta que está, de forma ingênua, milhares de brasileiros inocentes poderão vir a pagar com suas vidas a dívida ora sendo contraída por um…. não consigo encontrar adjetivo qualificativo pertinente!

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RAdeATHAYDE