A Economia é dependente de pessoas com Vida. E esta não é submissa!

Mas no Brasil, parcela significativa da população sobrevive e carece de saúde pelo meio insalubre em que habitam sem coleta de esgoto (100 milhões) nem água tratada (35 milhões) e 33 milhões sem ter onde morar. Uma verdadeira pandemia social!

“A história lá na frente vai nos julgar. Eu peço a Deus para que nós estejamos certos lá na frente. Então, essa briga de começar a abrir para o comércio é um risco que eu corro, porque, se agravar, vem para o meu colo”. (Presidente JMB sobre o covid-19)

Enquanto isso, a imprensa noticia que pacientes com o coronavírus lotam o hospital Emílio Ribas (SP), hospital de referência, e médicos correm para evitar escolher quem morre. Vários hospitais em cidades espalhadas pelo país estão com sua capacidade de leitos saturadas ou próxima de lotação. Uma calamidade.

Municípios de diferentes estados estão observando, com rigor, as recomendações da Organização Mundial de Saúde – OMS – e das autoridades do Ministério da Saúde mantendo, além das várias medidas de proteção da população contra a contaminação, o distanciamento social. Nada diferente do resto do mundo assolado pelo covid-19.

Mas por que informações divulgadas em massa não atingem aqueles que imaginam que o que ocorreu e, ainda ocorre, na Itália, França, Alemanha, Reino Unido, Estados Unidos seja um exagero, uma mentirinha, uma hipocrisia nos meios políticos?

Como ignorar que retroescavadeiras estão abrindo valas para dar vazão ao sepultamento coletivo de corpos em vários países do mundo e que cemitérios por aqui estão abrindo covas em ritmo acelerado?

Ou acreditamos na ciência – como fartamente divulgado por expoentes de todo o planeta, inclusive brasileiros de renome – ou damos ouvidos a crenças ideológicas sem qualquer embasamento científico. Liberdade de escolha!

E o mais lamentável de tudo que foi dito é que se implanta a dúvida na população que não sabe em que ou em quem acreditar eis que são tantas as versões – com vieses de credibilidade – em permanente discussão.

Mas cabe ponderar que em algum momento – mediante embasamento técnico – o distanciamento social tem que ser relaxado, criteriosamente, visando trazer à normalidade a atividade econômica. Não como agora, quando o relaxamento espontâneo – com exceções – vem acontecendo de forma crescente.

Espero que a história, lá na frente, possa julgar a todos que de uma ou outra forma são vítimas de suas ações: arrogantes ou subjugados como eu.