O síndico do condomínio vertical com 22 moradores, que mora na cobertura – com piscina sem aquecimento – vem sendo admoestado por incomodar a vizinhança externa e por exercer pressão descomunal sobre os condôminos. Residente no universo que concentra o centro dos poderes da república, tem predileção por – entre muitas – se expor junto à população em momento de pandemia braba, aquela merecedora de soluções de todos os tipos e quadrantes, mas que aterroriza o mundo.

Para dirigir, o síndico parece ter preferência por veículos ingleses, com volante à direita, o que lhe faz andar pela contramão no trânsito intenso de nossas paragens.

Pouco afeito às regras da convenção – aprovadas em assembleia – arrogante e dotado de vocabulário chulo, consegue se indispor com todos que não estão sob sua tela condominial, exceto aqueles que – ao que consta –usavam a cor verde oliva em seus paramentos até recentemente.

O administrador do condomínio com filhos bem situados na política nacional – apesar de estarem uns sendo questionados pela justiça, e outros de perfil menor sob suspeita – permanecem com voz ativa em decisões que afetam a política condominial, ferindo inclusive o regimento interno aprovado pela assembleia.

E, mais recentemente, o gerente do departamento jurídico do condomínio foi defenestrado pelo síndico que, lembre-se, sempre se imaginou e arvorou-se em proprietário legítimo, sem sê-lo, mas com direito a sempre desdizer o óbvio. Data venia, sem razão plausível, uma vez que sua batata já vinha assando há tempos e tal qual um limão usado, perdeu o suco… Limão, diga-se de passagem, de excelente qualidade, altamente cotado nos mercados nacional e internacional.    

Aliás, recorde-se que muitos outros limões ainda em fase de amadurecimento foram também jogados no lixo sem dó nem piedade nos últimos meses. Piedade que, ao que parece, não é virtude praticada pelo síndico haja vista algumas de suas manifestações em assembleias dos coproprietários e fora delas. 

Enfim, não existe condomínio virtuoso, sem rusgas e problemas internos (e externos) onde muitos ganham e outros tantos perdem. Mas no frigir dos ovos, compete a todos, sem choro nem vela, pagar a conta.

E ela sempre vem, mais cedo ou mais tarde!!!