Na psicologia, narcisismo é o nome dado a um conceito desenvolvido por Sigmund Freud (criador da psicanálise) que determina o amor exacerbado de um indivíduo por si próprio e, sobretudo, por sua imagem.

O nome do transtorno de personalidade está associado ao mito de Narciso, ou seja, nos estudos da psicologia a pessoa narcisista preocupa-se excessivamente com si próprio e com sua imagem.

“Essa vaidade impulsiva e admiração excessiva por si próprio pode gerar outros problemas no indivíduo, que geralmente necessita ser admirado e não admite que sua presença passe despercebida em determinado grupo”. (Daniela Diana – Professora licenciada em Letras)

Estas considerações parecem trazer à tona – mais que uma obviedade – a personalidade e desvios apresentados pelo inquilino do Palácio do Planalto desde que lá entrou pela porta da frente.

Um pouco de sua biografia revela que como integrante do baixo clero na Câmara dos Deputados por 24 anos, sua discreta, mas controvertida, atuação em plenário, era desconhecida pela maioria da maioria da população. No entanto, na corrida pela presidência em 2018, graças a uma máquina de produção de informações – aliadas a contradições nas redes sociais – foi guindado à cadeira presidencial do Planalto não tendo nela caído de paraquedas, a despeito de ser paraquedista por ofício militar.

Filiado a nove partidos distintos desde que entrou na política – apesar de estar hoje sem qualquer filiação – se aposentou do Exército aos 33 anos, ganhando salário de R$ 10 mil. Como ex-deputado federal tem direito a mais R$ 27 mil. E, claro, o salário R$ 30 mil pela presidência.

Seu desempenho à frente do governo tem sido objeto de controvérsias. Sua militância (aguerrida) conduzida sob a batuta dos filhos e do guru que reside nos Estados Unidos – associados aos embates diários contra tudo e contra todos que não seguem seus discursos, além de disparates proferidos até mesmo em frente ao QG do Exército, em Brasília – parecem não incomodar a cúpula daquela Força Armada e daqueles que compõem a linha de frente de seu governo deixando as fardas penduradas nos cabides em casa.

Diariamente, o conceito desenvolvido por Sigmund Freud se mostra presente nos impropérios desferidos por um presidente que acredita ser mito, tal qual Narciso. Ainda é cedo para conhecer-se o desfecho desse episódio, eis que são dois os relatos para a história de Narciso na mitologia: um relata que ele morreu de desgosto por admirar tanto sua imagem e não conseguir possuí-la. Já outro diz que morreu afogado ao tentar tocar na imagem que via refletida.

E daí?