Vivemos em uma sociedade abrigada debaixo do guarda-chuva democrático. A cada dois anos, regido pelo sistema em vigor, a população é lembrada que deve votar- seja para eleições majoritárias ou proporcionais. Obrigado a votar, o eleitor é penalizado se não se apresentar às urnas para cumprir com seu “dever cívico”. Se existe a obrigação de votar, o sistema se autodenuncia por inexistir liberdade de opção em exercer o direito, ou não!

O Brasil permanece, como nação, uma colcha de retalhos coloridos. Desnecessário entrar em detalhes cansativos das razões, por demais conhecidas.

Desde a Proclamação da República, nos idos de 1889, mediante um golpe de Estado político-militar e tendo como primeiro mandatário o Marechal Deodoro da Fonseca, a colcha vem sendo tramada, remendada, por sucessivos herdeiros políticos.  

E apesar de sermos o quarto maior país em extensão territorial do planeta, depois de Rússia, Canadá e China, é o único considerado do terceiro mundo, eufemisticamente, “em desenvolvimento” …

Triste sermos o segundo maior exportador mundial de alimentos e não conseguirmos alimentar toda a população saudavelmente. Ser o segundo maior produtor de minério de ferro do planeta, o terceiro maior produtor mundial de manganês e aquele que concentra 98% das reservas conhecidas de nióbio no mundo (usado em cápsulas espaciais, reatores nucleares, semicondutores). E permanecermos pobres.

Paradoxalmente, Universidades brasileiras reconhecidas – muitas internacionalmente – tem produzido mentes brilhantes, homens e mulheres capacitadas academicamente, seja nas artes, na cultura, na ciência. Mas a história parece demonstrar que para acordar este gigante – deitado eternamente em berço esplêndido – é preciso mais que educação de nível superior.

A riqueza de nosso solo e biomas não parecem ser suficientes para bancar a “revolução na educação” eis que carecemos de educação de base de qualidade, alicerce da formação de escol, tema espinhoso sempre relegado a segundo plano por governos seguidamente.

Já são 131 anos desde a libertação do país do jugo colonial. Mas ainda permanecemos sob o jugo da ausência do Estado na Educação, da insalubridade que afeta metade da população, da impunidade servil aos poderosos.

Se é verdade, segundo Pero Vaz de Caminha, que no Brasil em se plantando tudo dá, então é chegada a hora de plantar a Educação de alto nível no país. Sementes de qualidade não nos faltam. Nem produtores.  

Falta-nos, então, o que? A palavra é sua!

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