Com milhões de telespectadores em todo o mundo assistindo à final do jogo de futebol do ano – “Champions League“ – entre Bayern de Munique (Alemanha) e o badalado clube francês PSG, encerramos mais uma semana, com a população enfrentando os efeitos da pandemia, cada segmento da sociedade enfrentando-a a seu ver ou crer, a vida política transgredindo um mínimo de ética, as falácias midiáticas iludindo os mais despreparados em uma guerra sem fim.

Entrar no mérito de qualquer uma dessas questões leva a interpretações estéreis, passiveis de contestações, não contribuindo em absolutamente nada para desopilar o fígado dos mal humorados nem alegrar mais a vida daqueles que com ela estão de bem.

Não tenho ideia do número de brasileiros confinados em casa respeitando a orientação das autoridades sanitárias. Qualquer que seja ele, a vida dessas pessoas não tem sido fácil, especialmente aquelas com crianças – sempre irrequietas – e idosos muitas vezes distantes de seus familiares.

A vida de cada um de nós nunca foi – nem é – uma planície. Mas em momentos como os que estamos a enfrentar é inevitável que tenhamos todos, creio que sem exceção, “conversado com nossos botões” questionado certezas e incertezas, revisado posicionamentos – até secretos – e, quem sabe, dando um novo rumo em suas vidas.

Aliás, a julgar-se pelas notícias otimistas, são inúmeros os casos de pessoas que se reinventaram partindo para atividades díspares das habituais mudando o viés da perspectiva. Talvez seja por isso que em algumas situações análogas tenha surgido o ditado “a necessidade é mãe da invenção “.

Quero crer que, para muitos, portas se abriram motivando desalentados a “partir para a briga” em uma contaminação saudável.  Afinal não seria absurdo lembrar o que todos sabemos, – mas insistimos em, compreensivamente, mascarar – olvidando que a vida é hoje, o amanhã é incerto, a idade não é privilégio nem tão pouco obstáculo.

A saúde é primordial e a covid-19 mais um desafio a enfrentar entre tantos que assolam a humanidade. Assim, cuide-se!

E se puder, fique em casa, mas saia do seu casulo.

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