Difícil, ainda sob a tutela da pandemia da covid-19, fugir de temas a ela relacionados principalmente se você estiver confinado em casa e ser enquadrado na categoria alto risco. Não são poucos os que se encontram nessa situação, mas muitos, inúmeros, os que estão nem aí. Aglomerados em praias, bares e baladas, por ignorância ou incompreensão, mas não por desinformação, esses milhares de indivíduos espalhados por todo o país podem estar se transformando em armas letais de efeito retardado. Ou suicidas em potencial!

Muito tem se discutido e lido sobre este tipo de comportamento. Mas parece que uma força maior que a do bom senso ou, pelo menos, a de respeitar a dúvida, prevalece principalmente entre os mais jovens, aqueles que se julgam eternos e a prova de tudo. 

Afinal, em algum momento, devem ter se dado ao trabalho de fazer uma continha e concluíram que, se são 26 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo (população 7,5 bilhões) a proporção de óbitos em relação a população do planeta é de 0,033. Ora, no Brasil essa proporção (óbitos/infectados) é de 0,031 na data de hoje (31/8), bem próxima da mundial. Então?

Então a conclusão que se poderia tirar desse raciocínio é que as circunstâncias por aqui não parecem ser mais graves que no resto do mundo, apesar de na Europa a situação ter ficado mais alarmante durante muito tempo e as condições, por lá, de prevenção severas e controladas por um longo período.

Ora, dir-se-ia então que a flexibilização indiscriminada, independente, autorizada pelas autoridades municipal ou estadual, aqui, estaria “compatível” com as regras duras estabelecidas em outros países, haja vista os resultados alcançados até o momento…

Como autoridades sanitárias, governos e cientistas ainda estão aprendendo sobre o comportamento do vírus, somos obrigados a conviver com os que arriscam suas vidas – e as de seus semelhantes, “por tabela” -, dando um exemplo descompromissado com o desconhecido.

Mas um dia, passado esse episódio – que está transformando o comportamento de todos nós, seja na forma de se relacionar, de educar, de conduzir os negócios, na valorização da vida – terá seu peso avaliado pelos sobreviventes.

Eis que a vida sempre segue seu curso!

E a pergunta que deveríamos ter em mente no momento, sem qualquer discurso, é como pensamos a vida e como trata-la: a própria e a dos semelhantes.

Aqueles seres muito simples e pequenos, formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que chamamos de vírus, ainda “dão um baile” nos seres ditos inteligentes: nós!

Portanto, cuide-se!

email radeathayde@ponderando.com.br

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