O homem é um animal gregário. Aristóteles dizia que o homem não pode suportar a ideia de estar só consigo, quer ser unidade e não individualidade.

A pandemia que se instalou no planeta desde o fim do ano passado, mas sem data para terminar, pegou o ser humano de surpresa ao defrontá-lo com a “COrona VIrus Disease” (Doença do Coronavírus), que agrega o “19” por se referir a 2019, quando os primeiros casos em Wuhan, na China, foram divulgados publicamente pelo governo no final de dezembro.

O assunto, por demais complexo, gera discussões, análises científicas e nem tanto, levando teorias e comprovações ao conhecimento do público, ignorante na matéria, não raro com pouca ou nenhuma compreensão do que está sendo discutido e exposto. Para sua proteção o ser humano aprendeu, de forma simples, que deve manter o distanciamento social, lavar as mãos com frequência fazendo uso de água e sabão ou álcool em gel 90, usar máscaras em quaisquer ambientes. De resto, permanece sem entender muito bem – ou entendendo muito mal – como tecnicamente são avaliados os critérios que determinam o estágio em que se encontra a doença no seio das populações.  

A estratégia para lidar com a CoVid-19 é, na opinião de diversos cientistas, limitada demais para deter o avanço da doença. “Todas as nossas intervenções se concentraram em cortar as rotas de transmissão viral para controlar a disseminação do patógeno”, escreveu recentemente em um editorial Richard Horton, editor-chefe da prestigiosa revista científica The Lancet.” Parece ser muito pouco ainda, o que levou ao desenvolvimento de vacinas em tempo recorde de olho no bilionário e lucrativo mercado mundial.  

O fato é que adentramos em uma Nova Era, apesar da resistência ferrenha do ser humano reconhecê-la em maior ou menor grau. O embate economia/política/saúde leva esse ser dito pensante a considerar o bolso e a forma de encarar a “liberdade” mais importantes que a vida. Os bilhões de potenciais vetores (veículos transmissores de doenças) à solta e mais de um milhão de óbitos mundo afora nestes nove meses parecem não alterar o viés de como enxergamos a sobrevivência. E quanto as flexibilizações? Abriram-se as porteiras!

Não estou certo se milhões de cruzes repousando em terrenos indigentes são suficientes para conscientizar o ser humano a repensar porque habita este planeta, qual sua função e seu destino. O somatório das forças ativas em todo o universo é regente enquanto à orquestra – você, eu, nós – cabe ler as partituras.

A sua vida é tão importante quanto a minha! Cuide-se!

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