Claro que tem. Todos nós nos posicionamos – perante as situações que surgem – “trocentas” vezes por dia. Nem por isso, como sabe, abre mão de ouvir ou ler sobre pensamentos diferentes do seu. O que não significa que, eventualmente, venha a concordar com o que ouviu ou leu distintamente de como vê o mundo.

Não somos perfeitos nem oniscientes. É verdade que tem gente que não pensa assim e se julga dona da verdade. Quando coloco meus pontos nos i tenho consciência que os pontos são meus, mas os i são dos que leem.

O que você lê aqui é importante? Contribui para incrementar seu conhecimento, revisão de ponto de vista ou apenas saber do que se trata?

Permite-se discordar – e aí se manifestar possibilitando, quem sabe e talvez, uma réplica? E depois uma tréplica quando se justifica? Ou se mantem em silêncio guardando para si sua sagrada – sagrada, sim – opinião?

Escrevo esta matéria em mais um dia de interminável isolamento, na esperança de, quem sabe, encontrar alguém ou alguns – em situação análoga ou não – para melhor compreender esta Nova Era que nos impõe um novo olhar para encarar cada novo dia.

Não são poucos os que já adquiriram essa consciência. Reformular modos de agir e pensar não é fácil. Você e eu sabemos disso. Claro está que, também, são poucos os que se negam a admitir que tudo permanece como era. Aliás, não é preciso uma pandemia para manter como verdadeira essa afirmação. Tudo muda, o tempo todo. “Só Carolina não viu”.

Aliás, a música e letra geniais – do também genial Chico Buarque – composta na década de ’60, a meu ver, não perdeu a validade.

Em meio ao oceano de dificuldades enfrentadas por todos – uns mais, muito mais, outros menos – nossa solidariedade e compreensão evoluíram tomando uma consciência (maior) que ninguém é uma ilha. Figurativamente, somos um arquipélago interligado por pontes. Umas em bom estado e outras nem tanto.

Assim, se conseguiu permanecer lendo até aqui, obrigado.

Coloco-me à disposição para um ponderado bate e volta.

Cuide-se!

email radeathayde@ponderando.com.br.