O emprego é um contrato de trabalho estabelecido entre duas partes, onde uma compra o conhecimento da outra para executar tarefas que visem atender os objetivos do contratante.

Simples assim, o contratado (empregado) vende seu conhecimento pelo valor de mercado que – como qualquer produto – depende das condições econômicas, políticas e sociais do momento.

Com isto em mente, é fácil compreender que a flutuação entre atender as necessidades de mercado e a dinâmica dos negócios valoriza – ou torna obsoleto – aquele que é o maior ativo que um profissional pode possuir: seu conhecimento!

Em tempos de desenvolvimento tecnológico acentuado como na última década – quando máquinas vem substituindo mão de obra e a exigência de conhecimentos técnicos variáveis, culturais e de relacionamento pessoal tem sido crescente – a desatualização é um vírus letal.    

A pandemia está acelerando a mudança radical do perfil dos negócios e das profissões. As leis ocultas de mercado são impiedosas, camufladas, apenas poupando profissionais que se mantem navegando, apesar das tormentas.

“Muitas carreiras desaparecerão e outras serão substancialmente alteradas. Até 2030, espera-se que a taxa de desemprego global cresça 4 vezes, dos atuais 4,9% para 20% (Fórum Econômico Mundial, The Future of Jobs)”. Alerta!

Lentamente, novas profissões estão surgindo enquanto muitas estão definhando, aguardando o ocaso. Nenhuma novidade quanto a isso já que há décadas o processo vem se acelerando. A título de curiosidade, profissões imprescindíveis como telefonista, linotipista, mensageiro, operador de mimeógrafo, datilógrafo, ator e atriz de rádio, lanterninha de cinema, arquivista já desapareceram.

Operadores de caixa e telemarketing estão na marca do pênalti. Na fila, digitadores, corretores de imóveis, caixas de banco, relojoeiros, contadores, agentes de viagem, carteiros… Falta-me espaço para continuar.

Por não outra razão, atualização permanente de conhecimentos e percepção aguda com capacidade de ler sinais e entrelinhas não apenas de sua profissão, mas também do em torno onde ela está inserida – política interna, externa, econômica, internacional – podem fazer a diferença no radar dos acontecimentos e sua influência onde atua.

Ficar um passo à frente pode ser um “plus” na manutenção de seu emprego. Isto significa ter perfeita noção que suas aptidões, formação e experiência correm o risco de ter caducado!

Novas profissões estão em curso, tendo as tecnologias como ferramentas indispensáveis e exigindo conhecimentos adicionais para sua reformulação, integrando ciências exatas às sociais como a medicina,  biologia, psicologia.

As Humanidades – não mais engessadas – passam a conviver com robôs que não são capazes de interpretar situações humanas, como dilemas sociais, valores, cultura, prioridade do certo e errado, entre outros. A máquina pode não ter essa sensibilidade, mas saiba que filósofos, antropólogos e psicólogos estão cada vez mais trabalhando com inteligência artificial, porque o sistema precisa de humanização. Novíssimos tempos!

O amanhã já chegou!

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