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Categoria: Economia (Page 1 of 3)

A desatualização é um vírus letal #605

O emprego é um contrato de trabalho estabelecido entre duas partes, onde uma compra o conhecimento da outra para executar tarefas que visem atender os objetivos do contratante.

Simples assim, o contratado (empregado) vende seu conhecimento pelo valor de mercado que – como qualquer produto – depende das condições econômicas, políticas e sociais do momento.

Com isto em mente, é fácil compreender que a flutuação entre atender as necessidades de mercado e a dinâmica dos negócios valoriza – ou torna obsoleto – aquele que é o maior ativo que um profissional pode possuir: seu conhecimento!

Em tempos de desenvolvimento tecnológico acentuado como na última década – quando máquinas vem substituindo mão de obra e a exigência de conhecimentos técnicos variáveis, culturais e de relacionamento pessoal tem sido crescente – a desatualização é um vírus letal.    

A pandemia está acelerando a mudança radical do perfil dos negócios e das profissões. As leis ocultas de mercado são impiedosas, camufladas, apenas poupando profissionais que se mantem navegando, apesar das tormentas.

“Muitas carreiras desaparecerão e outras serão substancialmente alteradas. Até 2030, espera-se que a taxa de desemprego global cresça 4 vezes, dos atuais 4,9% para 20% (Fórum Econômico Mundial, The Future of Jobs)”. Alerta!

Lentamente, novas profissões estão surgindo enquanto muitas estão definhando, aguardando o ocaso. Nenhuma novidade quanto a isso já que há décadas o processo vem se acelerando. A título de curiosidade, profissões imprescindíveis como telefonista, linotipista, mensageiro, operador de mimeógrafo, datilógrafo, ator e atriz de rádio, lanterninha de cinema, arquivista já desapareceram.

Operadores de caixa e telemarketing estão na marca do pênalti. Na fila, digitadores, corretores de imóveis, caixas de banco, relojoeiros, contadores, agentes de viagem, carteiros… Falta-me espaço para continuar.

Por não outra razão, atualização permanente de conhecimentos e percepção aguda com capacidade de ler sinais e entrelinhas não apenas de sua profissão, mas também do em torno onde ela está inserida – política interna, externa, econômica, internacional – podem fazer a diferença no radar dos acontecimentos e sua influência onde atua.

Ficar um passo à frente pode ser um “plus” na manutenção de seu emprego. Isto significa ter perfeita noção que suas aptidões, formação e experiência correm o risco de ter caducado!

Novas profissões estão em curso, tendo as tecnologias como ferramentas indispensáveis e exigindo conhecimentos adicionais para sua reformulação, integrando ciências exatas às sociais como a medicina,  biologia, psicologia.

As Humanidades – não mais engessadas – passam a conviver com robôs que não são capazes de interpretar situações humanas, como dilemas sociais, valores, cultura, prioridade do certo e errado, entre outros. A máquina pode não ter essa sensibilidade, mas saiba que filósofos, antropólogos e psicólogos estão cada vez mais trabalhando com inteligência artificial, porque o sistema precisa de humanização. Novíssimos tempos!

O amanhã já chegou!

email – radeathayde@gmail.com

Alguns são mais iguais que outros

O ministro da Economia, Paulo Guedes, esteve na berlinda semana passada após se referir aos funcionários públicos como parasitas. Nenhuma premonição sobre o filme ganhador do Oscar este ano, Parasita. Ou será que sim…?

O tema abordando o abismo existente entre os dois universos, iniciativa privada e o serviço público, é antigo suscitando paixões e argumentos que não raro levam a manifestações como a do ministro. Continue reading

Invasão de Privacidade

Fosse eu um advogado hábil e talentoso – o que, por certo, não sou – e me disporia a “escarafunchar” todos os compêndios de leis em busca de brechas, que sempre existem, para mover uma ação sobre o que irei expor mais adiante. A julgar-se por decisões, frequentes, dos doutos do Supremo Tribunal Federal e ações movidas por causídicos de peso – cujos honorários são pagos com cheques de sete dígitos – a atual legislação serve para uns, mas não para todos. Continue reading

Vale a pena ver de novo?

Estamos vivendo dias conturbados na política e economia brasileiras. Não é menos verdade que na Europa – por razões distintas, mas não menos preocupantes – a insatisfação e consequências dos rumos a serem tomados – por decisões não menos apaixonadas – podem repercutir em meio mundo com resultados imprevisíveis, inclusive para o Brasil. Continue reading

A Casa da Mãe Joana

“O Brasil está sendo governado por um bando de maluco”!

Esta frase foi proferida pelo ex-presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva durante “entrevista exclusiva” concedida aos jornais Folha de S. Paulo e El País (Espanha), no último dia 26, na sede da Polícia Federal em Curitiba onde está preso desde abril do ano passado. Continue reading

Que não se perca a oportunidade

As eleições majoritárias deste ano terminaram frente a uma aguerrida disputa política polarizada, com ideologias antagônicas se digladiando por um espaço junto a eleitores convictos e nem tanto. Afinal, um contingente de 42,1 milhões de eleitores – somando os votos nulos e brancos às abstenções – não escolheram nenhum candidato – o que bem revela o estado de ânimo do brasileiro sobre o momento no país.

Alardeia-se que vivemos em uma democracia onde todas as instituições funcionam plenamente sem qualquer obstáculo. Verdade. No entanto, a lei brasileira obriga o cidadão e a cidadã a votarem, caso contrário serão punidos. Uma arbitrariedade, a meu ver, que suprime a liberdade do indivíduo de exercer seus plenos direitos sem qualquer contestação ou admoestação. Ressalve-se, contudo, que o resultado das eleições se deu dentro da normalidade e legalidade como reza a Constituição.

E assim, sem qualquer dúvida sobre a legitimação do resultado, o país entra em uma nova fase de sua vida política, econômica e social, com esperança renovada. Apesar de um Judiciário fragmentado, um Congresso igualmente fragmentado (ainda), desacreditado e um Executivo que cumpre seus derradeiros dias manquitolando.

A situação dramática vivida pela população de inúmeros municípios brasileiros em termos de segurança, saúde, economia e educação é trágica. Alguns, em verdadeira guerra civil não declarada, já banalizaram as mortes por balas perdidas que vem ceifando a vida de centenas de inocentes. Não por outra razão, estudo feito pelas Nações Unidas revelou um dado assustador: o Brasil é o segundo país da América Latina e Caribe com maior número de casos de balas perdidas. E mais: o país ocupa o 5º lugar no ranking mundial de Feminicídio, segundo o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Direitos Humanos. Alarmante!

Quase 50 milhões dos habitantes vivem abaixo do limite de 5,50 dólares por dia; na educação, 27% dos brasileiros são analfabetos funcionais (sabem ler, mas não compreendem o sentido daquilo que leem) e 4% dos estudantes do ensino superior são considerados analfabetos funcionais. Inconcebível!

Por fim, a economia, sobre a qual tanto se fala, é a porta de saída para a redenção de nossos problemas nas áreas mencionadas: desde que o Congresso renovado cumpra com seu dever de zelar pelo desenvolvimento do país votando as reformas que se fazem necessárias e urgentes. E, complementando, reduzindo o tamanho do estado e cortando gastos do governo. 

A nona maior economia do planeta aguarda pela ação patriótica de um Legislativo que insira o Brasil no clube dos desenvolvidos. É a hora da verdade! É possível!

Que não se perca a oportunidade!

Acredite: este país já foi assim

A Proclamação da República Brasileira foi um golpe de Estado político-militar – liderado pelo Marechal Manuel Deodoro da Fonseca,  em 15 de novembro de 1889 – que instaurou a forma republicana presidencialista de governo no Brasil encerrando a monarquia constitucional parlamentarista do Império e, por conseguinte, destituindo e deportando o então chefe de estado, Imperador D. Pedro II. O resto da História você estudou na escola.

Mas são poucos os que conhecem importante parte da história do “alcunhado” Magnânimo – segundo e último imperador do Império do Brasil.  Continue reading

O Brasil de cada um

O salário de um ministro do Supremo Tribunal Federal é hoje de R$ 33.700. Acresça-se que entre benefícios vários – a que os doutos que vestem togas têm direito – está o auxílio-moradia de R$ 4.377; ou seja, mais de duas vezes o valor de minha aposentadoria depois de haver contribuído – pelo máximo – durante 35 anos. Continue reading

Devo admitir que sempre tive uma certa “pinimba” (má vontade) com os bancos. Afinal, são instituições que lucram sempre – independentemente da situação econômica do país – não produzem absolutamente nada e operam no azul, chova ou faça sol. Com recessão ou sem recessão, com instabilidade política ou não, com a economia global em ascensão ou não. Continue reading

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