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Categoria: Saúde (Page 1 of 5)

Sua vida é tão importante quanto a minha #603

O homem é um animal gregário. Aristóteles dizia que o homem não pode suportar a ideia de estar só consigo, quer ser unidade e não individualidade.

A pandemia que se instalou no planeta desde o fim do ano passado, mas sem data para terminar, pegou o ser humano de surpresa ao defrontá-lo com a “COrona VIrus Disease” (Doença do Coronavírus), que agrega o “19” por se referir a 2019, quando os primeiros casos em Wuhan, na China, foram divulgados publicamente pelo governo no final de dezembro.

O assunto, por demais complexo, gera discussões, análises científicas e nem tanto, levando teorias e comprovações ao conhecimento do público, ignorante na matéria, não raro com pouca ou nenhuma compreensão do que está sendo discutido e exposto. Para sua proteção o ser humano aprendeu, de forma simples, que deve manter o distanciamento social, lavar as mãos com frequência fazendo uso de água e sabão ou álcool em gel 90, usar máscaras em quaisquer ambientes. De resto, permanece sem entender muito bem – ou entendendo muito mal – como tecnicamente são avaliados os critérios que determinam o estágio em que se encontra a doença no seio das populações.  

A estratégia para lidar com a CoVid-19 é, na opinião de diversos cientistas, limitada demais para deter o avanço da doença. “Todas as nossas intervenções se concentraram em cortar as rotas de transmissão viral para controlar a disseminação do patógeno”, escreveu recentemente em um editorial Richard Horton, editor-chefe da prestigiosa revista científica The Lancet.” Parece ser muito pouco ainda, o que levou ao desenvolvimento de vacinas em tempo recorde de olho no bilionário e lucrativo mercado mundial.  

O fato é que adentramos em uma Nova Era, apesar da resistência ferrenha do ser humano reconhecê-la em maior ou menor grau. O embate economia/política/saúde leva esse ser dito pensante a considerar o bolso e a forma de encarar a “liberdade” mais importantes que a vida. Os bilhões de potenciais vetores (veículos transmissores de doenças) à solta e mais de um milhão de óbitos mundo afora nestes nove meses parecem não alterar o viés de como enxergamos a sobrevivência. E quanto as flexibilizações? Abriram-se as porteiras!

Não estou certo se milhões de cruzes repousando em terrenos indigentes são suficientes para conscientizar o ser humano a repensar porque habita este planeta, qual sua função e seu destino. O somatório das forças ativas em todo o universo é regente enquanto à orquestra – você, eu, nós – cabe ler as partituras.

A sua vida é tão importante quanto a minha! Cuide-se!

email radeathayde@gmail.com

Este o mundo que estamos a viver #602

Os assuntos dominantes desde o fim da semana passada foram o debate entre os dois candidatos à presidência dos Estados Unidos – Donald Trump e Joe Biden – e a contaminação do primeiro pela Covid-19. O debate, de uma pobreza franciscana, mas de uma agressividade “trumpiana” de um lado – e a apatia do oponente que pretende ser o homem mais poderoso do mundo do outro – é uma demonstração de como a sociedade mais rica do planeta trata de temas que afligem toda a humanidade.

Aglomerações: gatilho de efeito retardado? #597

Difícil, ainda sob a tutela da pandemia da covid-19, fugir de temas a ela relacionados principalmente se você estiver confinado em casa e ser enquadrado na categoria alto risco. Não são poucos os que se encontram nessa situação, mas muitos, inúmeros, os que estão nem aí. Aglomerados em praias, bares e baladas, por ignorância ou incompreensão, mas não por desinformação, esses milhares de indivíduos espalhados por todo o país podem estar se transformando em armas letais de efeito retardado. Ou suicidas em potencial!

Muito tem se discutido e lido sobre este tipo de comportamento. Mas parece que uma força maior que a do bom senso ou, pelo menos, a de respeitar a dúvida, prevalece principalmente entre os mais jovens, aqueles que se julgam eternos e a prova de tudo. 

Afinal, em algum momento, devem ter se dado ao trabalho de fazer uma continha e concluíram que, se são 26 milhões de pessoas infectadas em todo o mundo (população 7,5 bilhões) a proporção de óbitos em relação a população do planeta é de 0,033. Ora, no Brasil essa proporção (óbitos/infectados) é de 0,031 na data de hoje (31/8), bem próxima da mundial. Então?

Então a conclusão que se poderia tirar desse raciocínio é que as circunstâncias por aqui não parecem ser mais graves que no resto do mundo, apesar de na Europa a situação ter ficado mais alarmante durante muito tempo e as condições, por lá, de prevenção severas e controladas por um longo período.

Ora, dir-se-ia então que a flexibilização indiscriminada, independente, autorizada pelas autoridades municipal ou estadual, aqui, estaria “compatível” com as regras duras estabelecidas em outros países, haja vista os resultados alcançados até o momento…

Como autoridades sanitárias, governos e cientistas ainda estão aprendendo sobre o comportamento do vírus, somos obrigados a conviver com os que arriscam suas vidas – e as de seus semelhantes, “por tabela” -, dando um exemplo descompromissado com o desconhecido.

Mas um dia, passado esse episódio – que está transformando o comportamento de todos nós, seja na forma de se relacionar, de educar, de conduzir os negócios, na valorização da vida – terá seu peso avaliado pelos sobreviventes.

Eis que a vida sempre segue seu curso!

E a pergunta que deveríamos ter em mente no momento, sem qualquer discurso, é como pensamos a vida e como trata-la: a própria e a dos semelhantes.

Aqueles seres muito simples e pequenos, formados basicamente por uma cápsula proteica envolvendo o material genético, que chamamos de vírus, ainda “dão um baile” nos seres ditos inteligentes: nós!

Portanto, cuide-se!

email radeathayde@ponderando.com.br

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Saia do seu Casulo #596

Com milhões de telespectadores em todo o mundo assistindo à final do jogo de futebol do ano – “Champions League“ – entre Bayern de Munique (Alemanha) e o badalado clube francês PSG, encerramos mais uma semana, com a população enfrentando os efeitos da pandemia, cada segmento da sociedade enfrentando-a a seu ver ou crer, a vida política transgredindo um mínimo de ética, as falácias midiáticas iludindo os mais despreparados em uma guerra sem fim.

Entrar no mérito de qualquer uma dessas questões leva a interpretações estéreis, passiveis de contestações, não contribuindo em absolutamente nada para desopilar o fígado dos mal humorados nem alegrar mais a vida daqueles que com ela estão de bem.

Não tenho ideia do número de brasileiros confinados em casa respeitando a orientação das autoridades sanitárias. Qualquer que seja ele, a vida dessas pessoas não tem sido fácil, especialmente aquelas com crianças – sempre irrequietas – e idosos muitas vezes distantes de seus familiares.

A vida de cada um de nós nunca foi – nem é – uma planície. Mas em momentos como os que estamos a enfrentar é inevitável que tenhamos todos, creio que sem exceção, “conversado com nossos botões” questionado certezas e incertezas, revisado posicionamentos – até secretos – e, quem sabe, dando um novo rumo em suas vidas.

Aliás, a julgar-se pelas notícias otimistas, são inúmeros os casos de pessoas que se reinventaram partindo para atividades díspares das habituais mudando o viés da perspectiva. Talvez seja por isso que em algumas situações análogas tenha surgido o ditado “a necessidade é mãe da invenção “.

Quero crer que, para muitos, portas se abriram motivando desalentados a “partir para a briga” em uma contaminação saudável.  Afinal não seria absurdo lembrar o que todos sabemos, – mas insistimos em, compreensivamente, mascarar – olvidando que a vida é hoje, o amanhã é incerto, a idade não é privilégio nem tão pouco obstáculo.

A saúde é primordial e a covid-19 mais um desafio a enfrentar entre tantos que assolam a humanidade. Assim, cuide-se!

E se puder, fique em casa, mas saia do seu casulo.

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e-mail radeathayde@ponderando.com.br

A Verdade é Nua e Crua? #593

O assunto não morre, quem morre são as vítimas da covid-19 que hoje (3/9) já somam mais de 94 mil no Brasil.

Enquanto navegamos dentro desse furacão o candidato a presidente da República, em 2022, cavalga pelo Nordeste sem máscara, provocando aglomerações, contrariando orientações da OMS, como se não fora o país considerado – pela mesma instituição – como um dos três mais perigosos para o restante do mundo, representando uma ameaça aos países que, hoje, conseguiram um certo controle do vírus. Restante do mundo!

Em flagrante campanha eleitoral antecipada, o inquilino do Palácio do Planalto abstém-se de liderar o combate à pandemia negando sua letalidade e louvando medicamento descartado pela comunidade científica como sendo ineficiente no combate ao vírus.

Talvez por não outra razão, o cientista suíço e colaborador da OMS (Organização Mundial da Saúde), Didier Pittet, considerado como um dos principais epidemiologistas na Europa, declarou que a resposta do governo brasileiro diante da pandemia deve ser alvo de um inquérito ou de uma avaliação.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) alerta que não haverá solução mágica contra a Covid-19 no Brasil, que o país precisará percorrer um “longo caminho” para sair da crise e sugere que as autoridades no país repensem suas estratégias se quiserem superar a pandemia. “Chegou o momento de alguns governos “darem um passo para atrás agora” e avaliar se de fato estão fazendo tudo o que podem, politicamente, economicamente, e em termos de saúde para suprimir o vírus”

“O mundo nunca viu algo assim desde 1918 e o impacto será sentido por décadas. Mas o seu controle está em nossas mãos” alerta a OMS.  A agência voltou a solicitar que governos atuem em todas as frentes, com testes, isolamento, distância, uso de máscaras e higiene, além de ampliação dos investimentos no setor de saúde. A ordem é a de não aguardar pela vacina.

Com tristeza e apreensão assisto, impotente, diariamente, às cenas de descaso do governo pelo desespero e desalento de famílias enlutadas. Na contramão de tudo que já aprendemos sobre a covid-19, a negação da gravidade ora enfrentada. No exemplo demagógico, uma frieza perturbadora diante da realidade.    

Mas, então, se assim for, o que não consigo vislumbrar?

Será que nos encontramos diante de uma conspiração mundial para descrédito da ciência – apesar de grupos de cientistas, aparentemente idôneos, terem visão distinta da realidade ora sendo enfrentada? Se sim, por que? Com que interesse? Orquestrado por quem ou quais grupos?

Se não, a realidade que se apresenta é, dolorosamente, dramática. Beira a criminalidade.

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Quanto vale um ser humano?

Já nos rendemos à verdade de que apenas uma vacina comprovadamente eficaz pode reverter o quadro devastador que a covid-19 vem causando no mundo: mais de 16 milhões de pessoas infectadas e 657 mil passamentos (28/7). Nessa guerra, a OMS – Organização Mundial de Saúde – lista 133 estudos de vacinas contra a pandemia, inclusive quatro no Brasil. Continue reading

A QUEM INTERESSAR POSSA

Os embates conflitantes visando o enfrentamento da covid-19 permanecem intensos desde o início da pandemia, há quatro meses no país. Do negacionismo à existência da manifestação da doença infectocontagiosa até às condições de como combatê-la, o clima sendo enfrentado pela população é de dúvidas e incertezas.

Autoridades sanitárias – como a Organização Mundial de Saúde, o Ministério da Saúde e a SBI Sociedade Brasileira de Infectologia – debatem e discutem, diuturnamente, sobre como tratar as diversas fases da doença. Continue reading

Quanto vale uma Constituição?

O confinamento e distanciamento físico impostos pelo bom senso, após orientações das autoridades sanitárias para combater a covid-19 – mas desrespeitadas por quem deveria dar exemplo à parcela inculta da sociedade e liderar o processo de controle e prevenção junto à população – faz-nos refletir sobre a realidade que vivemos.

Uma questão que tenho levantado com os meus botões nestes dias é: em que país vivemos nós? O fato de termos nascidos (muitos) no Brasil – e nele morarmos – nos faz acreditar que deveríamos estar, nesta passagem por aqui, sendo submetidos a tratamentos iguais para todos.

Afinal, o país possui uma Constituição que detalha direitos e obrigações regendo a vida de todos nós. E, não menos, do Estado para conosco!

Assim, pelo Art. 3º – Constituem objetivos fundamentais da República Federativa do Brasil:

I – construir uma sociedade livre, justa e solidária;

II – garantir o desenvolvimento nacional;

III – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais;

IV – promover o bem de todos, sem preconceitos de origem, raça, sexo, cor, idade e quaisquer outras formas de discriminação.

Fosse eu um “rábula” e levantaria a possibilidade de entrar junto ao Superior Tribunal Federal – STF com uma ação direta de constitucionalidade visando declarar que os governos federal e estaduais são incompetentes para fazer cumprir com o preceito estabelecido no Art 3º III  – erradicar a pobreza e a marginalização e reduzir as desigualdades sociais e regionais contrariando, assim, a Constituição Federal. 

E as razões: 48% da população (100 milhões e 800 mil) não possuem coleta de esgoto; 35 milhões de brasileiros não tem acesso a água tratada; 13 milhões de brasileiros não sabem ler nem escrever.

A pandemia causada pela covid-19 vem desnudando o véu de uma triste realidade brasileira: seja pela ausência de uma liderança atuante à frente da saúde e da logística, seja no combate à desonestidade na aquisição de equipamentos essenciais para o combate à doença, seja na desorganizada e irresponsável flexibilização lastreada em critérios pouco ou nada ortodoxos com idas e vindas de decisões arbitrárias.      

Documentário da semana passada na TV mostrou a dolorosa realidade de nossos indígenas na Amazônia para enfrentar o surto. Ao final, frase de desalento de um ancião na sua comunidade: “nós estamos aqui há 10 mil anos e vocês, há apenas 500…” E eu complementaria: com água pura, esgoto desnecessário, tradições preservadas oralmente pelo exemplo e ensinamento.

E sem qualquer Constituição!!! Então?

Vozes que soam sensatas

A pandemia causada pelo covid-19 tem levado significativa parcela da população mundial a adotar medidas de precaução visando sua proteção e daqueles em seu entorno. O que não expressa a realidade em muitos confins do Brasil, já que o drama vivido por outros países não parece exercer qualquer influência sobre o governo federal e pessoas de diversas raízes. Continue reading

Prenúncio de novas calamidades?

A sociedade assiste com olhar preocupante a presença de militares em cargos técnicos, como no Ministério da Saúde. O ministro interino, general de divisão, da ativa, considerado gestor competente por sua história – não possui qualquer vivência na área médica. É o terceiro, em curto espaço de tempo, a suceder dois conceituados médicos de currículos e históricos elogiáveis com reconhecimento internacional. Por fim, são 25 os fardados ocupando cargos antes de técnicos da área. Imagina-se um epidemiologista à frente do Ministério da Defesa? Continue reading

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