Desde 2 0 0 8

Categoria: Bem-estar (Page 1 of 39)

Você tem Opinião própria? #604

Claro que tem. Todos nós nos posicionamos – perante as situações que surgem – “trocentas” vezes por dia. Nem por isso, como sabe, abre mão de ouvir ou ler sobre pensamentos diferentes do seu. O que não significa que, eventualmente, venha a concordar com o que ouviu ou leu distintamente de como vê o mundo.

Não somos perfeitos nem oniscientes. É verdade que tem gente que não pensa assim e se julga dona da verdade. Quando coloco meus pontos nos i tenho consciência que os pontos são meus, mas os i são dos que leem.

O que você lê aqui é importante? Contribui para incrementar seu conhecimento, revisão de ponto de vista ou apenas saber do que se trata?

Permite-se discordar – e aí se manifestar possibilitando, quem sabe e talvez, uma réplica? E depois uma tréplica quando se justifica? Ou se mantem em silêncio guardando para si sua sagrada – sagrada, sim – opinião?

Escrevo esta matéria em mais um dia de interminável isolamento, na esperança de, quem sabe, encontrar alguém ou alguns – em situação análoga ou não – para melhor compreender esta Nova Era que nos impõe um novo olhar para encarar cada novo dia.

Não são poucos os que já adquiriram essa consciência. Reformular modos de agir e pensar não é fácil. Você e eu sabemos disso. Claro está que, também, são poucos os que se negam a admitir que tudo permanece como era. Aliás, não é preciso uma pandemia para manter como verdadeira essa afirmação. Tudo muda, o tempo todo. “Só Carolina não viu”.

Aliás, a música e letra geniais – do também genial Chico Buarque – composta na década de ’60, a meu ver, não perdeu a validade.

Em meio ao oceano de dificuldades enfrentadas por todos – uns mais, muito mais, outros menos – nossa solidariedade e compreensão evoluíram tomando uma consciência (maior) que ninguém é uma ilha. Figurativamente, somos um arquipélago interligado por pontes. Umas em bom estado e outras nem tanto.

Assim, se conseguiu permanecer lendo até aqui, obrigado.

Coloco-me à disposição para um ponderado bate e volta.

Cuide-se!

email radeathayde@ponderando.com.br.

Sua vida é tão importante quanto a minha #603

O homem é um animal gregário. Aristóteles dizia que o homem não pode suportar a ideia de estar só consigo, quer ser unidade e não individualidade.

A pandemia que se instalou no planeta desde o fim do ano passado, mas sem data para terminar, pegou o ser humano de surpresa ao defrontá-lo com a “COrona VIrus Disease” (Doença do Coronavírus), que agrega o “19” por se referir a 2019, quando os primeiros casos em Wuhan, na China, foram divulgados publicamente pelo governo no final de dezembro.

O assunto, por demais complexo, gera discussões, análises científicas e nem tanto, levando teorias e comprovações ao conhecimento do público, ignorante na matéria, não raro com pouca ou nenhuma compreensão do que está sendo discutido e exposto. Para sua proteção o ser humano aprendeu, de forma simples, que deve manter o distanciamento social, lavar as mãos com frequência fazendo uso de água e sabão ou álcool em gel 90, usar máscaras em quaisquer ambientes. De resto, permanece sem entender muito bem – ou entendendo muito mal – como tecnicamente são avaliados os critérios que determinam o estágio em que se encontra a doença no seio das populações.  

A estratégia para lidar com a CoVid-19 é, na opinião de diversos cientistas, limitada demais para deter o avanço da doença. “Todas as nossas intervenções se concentraram em cortar as rotas de transmissão viral para controlar a disseminação do patógeno”, escreveu recentemente em um editorial Richard Horton, editor-chefe da prestigiosa revista científica The Lancet.” Parece ser muito pouco ainda, o que levou ao desenvolvimento de vacinas em tempo recorde de olho no bilionário e lucrativo mercado mundial.  

O fato é que adentramos em uma Nova Era, apesar da resistência ferrenha do ser humano reconhecê-la em maior ou menor grau. O embate economia/política/saúde leva esse ser dito pensante a considerar o bolso e a forma de encarar a “liberdade” mais importantes que a vida. Os bilhões de potenciais vetores (veículos transmissores de doenças) à solta e mais de um milhão de óbitos mundo afora nestes nove meses parecem não alterar o viés de como enxergamos a sobrevivência. E quanto as flexibilizações? Abriram-se as porteiras!

Não estou certo se milhões de cruzes repousando em terrenos indigentes são suficientes para conscientizar o ser humano a repensar porque habita este planeta, qual sua função e seu destino. O somatório das forças ativas em todo o universo é regente enquanto à orquestra – você, eu, nós – cabe ler as partituras.

A sua vida é tão importante quanto a minha! Cuide-se!

email radeathayde@gmail.com

Saia do seu Casulo #596

Com milhões de telespectadores em todo o mundo assistindo à final do jogo de futebol do ano – “Champions League“ – entre Bayern de Munique (Alemanha) e o badalado clube francês PSG, encerramos mais uma semana, com a população enfrentando os efeitos da pandemia, cada segmento da sociedade enfrentando-a a seu ver ou crer, a vida política transgredindo um mínimo de ética, as falácias midiáticas iludindo os mais despreparados em uma guerra sem fim.

Entrar no mérito de qualquer uma dessas questões leva a interpretações estéreis, passiveis de contestações, não contribuindo em absolutamente nada para desopilar o fígado dos mal humorados nem alegrar mais a vida daqueles que com ela estão de bem.

Não tenho ideia do número de brasileiros confinados em casa respeitando a orientação das autoridades sanitárias. Qualquer que seja ele, a vida dessas pessoas não tem sido fácil, especialmente aquelas com crianças – sempre irrequietas – e idosos muitas vezes distantes de seus familiares.

A vida de cada um de nós nunca foi – nem é – uma planície. Mas em momentos como os que estamos a enfrentar é inevitável que tenhamos todos, creio que sem exceção, “conversado com nossos botões” questionado certezas e incertezas, revisado posicionamentos – até secretos – e, quem sabe, dando um novo rumo em suas vidas.

Aliás, a julgar-se pelas notícias otimistas, são inúmeros os casos de pessoas que se reinventaram partindo para atividades díspares das habituais mudando o viés da perspectiva. Talvez seja por isso que em algumas situações análogas tenha surgido o ditado “a necessidade é mãe da invenção “.

Quero crer que, para muitos, portas se abriram motivando desalentados a “partir para a briga” em uma contaminação saudável.  Afinal não seria absurdo lembrar o que todos sabemos, – mas insistimos em, compreensivamente, mascarar – olvidando que a vida é hoje, o amanhã é incerto, a idade não é privilégio nem tão pouco obstáculo.

A saúde é primordial e a covid-19 mais um desafio a enfrentar entre tantos que assolam a humanidade. Assim, cuide-se!

E se puder, fique em casa, mas saia do seu casulo.

CURTIU? COMPARTILHE

e-mail radeathayde@ponderando.com.br

Um admirável dia novo, aqui e agora

Havia me proposto a não escrever sobre o caos instalado no país por conflitos de toda ordem. Desde manifestações habituais de quem deveria liderar diante das crises sanitárias às econômicas derivadas da primeira até a insurgência de militantes contra atos promulgados pela Organização Mundial da Saúde e orientação de epidemiologistas e infectologistas visando reduzir o elevado índice de mortalidade pela pandemia mundo afora. No momento em que digito, só no Brasil são mais de 12 mil óbitos e 170 mil casos confirmados. Continue reading

Sua vida é uma história

Uma história que certamente daria um livro encorpado. Vamos atravessando a existência por aqui coletando alegrias/tristezas, realizações/frustrações, júbilo/ decepções, todas deixando marcas, muitas indeléveis. Mais comumente do que se imagina, as pessoas procuram em exemplos alheios situações análogas às suas na busca por reafirmações ou compensações. Continue reading

A prioridade na realização pessoal

A vida é feita de embates desde que nos entendemos por gente. Sempre em tentativas de ocupar espaços que acreditamos serem nossos, ganhando e perdendo como em batalhas planejadas. Na escola foi assim, no meio social não tem sido diferente e no trabalho – pela sobrevivência e perseguição ao sucesso – causas e efeitos se apresentam mais pronunciados.

Quero crer que que é no trabalho que a visibilidade se torna mais cristalina, onde anseios levam não poucos a compactuar na busca da manutenção de um status-quo ou ascensão. E nesse universo, onde tantos lutam para entrar e outros tantos para não sair, a briga é de cachorro grande. Continue reading

Esta não é uma gravação

Sou adepto de inovações tecnológicas. Como em tudo na vida, apresentam (as inovações) aspectos positivos e negativos a depender de seu uso. O automóvel, por exemplo, se usado com responsabilidade para o fim destinado é de valia indiscutível; caso contrário, é uma arma. E as armas: começaram a ser fabricadas para servirem de autodefesa desde sempre. Como o ser humano é um animal que se distingue por agir com racionalidade, mas não raro ignora esta faceta, fez e faz de seu uso um instrumento visando a (também) letalidade de seu semelhante.   

A tecnologia da telefonia móvel é outro bom exemplo. Criou o celular há cerca de – apenas – 40 anos revolucionando a forma de como os humanos podem se comunicar. Desde então, seu aperfeiçoamento constante, em escala exponencial, vem transformando o como o homem (e a mulher, por óbvio) se comunica fazendo uso daquela “caixinha” mágica de aproximadamente 14×7 cm. Aceita conversas com várias pessoas ao mesmo tempo, fotografa, arquiva mensagens e fotos, acessa sua conta bancária e permite transações financeiras sem sair de casa, recebe e envia mensagens, acessa o noticiário televisivo e impresso e, reúne uma infinidade de recursos jamais imaginados. Magistral!

Por outro lado – e aqui, estou certo, devo ser questionado por meu posicionamento -, o uso de um do aplicativos gratuitos para troca de mensagens mais usados, o WhatsApp, tem levado as pessoas a se comunicarem apenas virtualmente. O que deveria, a meu ver, ser uma alternativa em caso de impedimento de comunicação por voz, tornou-se uma regra distanciando as pessoas. Lamento.

Uma das maravilhas desenvolvidas pelo ser humano é a habilidade de usar a fala, do mirar o olho no olho, sentindo emoções apenas presentes em contatos presenciais. Nessa impossibilidade, ao fazer uso de palavras digitadas e não da voz, quando em contatos virtuais, perde-se aquela sensação de aproximação com o outro pelo tom – que pode expressar afeto, carinho, dúvida, desencanto, aprovação ou crítica silenciosa. Uma artificialidade sem fim, como se robôs fôssemos. Aliás, creio que não estamos muito longe disso…

Assim, consciente de ser voto vencido – de goleada – em qualquer discussão sobre este assunto, permaneço à disposição de leitores, amigos e parentes para ouvir sua agradáveis vozes e tons de emoção – quaisquer que sejam eles – para certeza que estamos vivos e bem.

Ou seja: “esta não é uma gravação…”  

Curtiu? Compartilhe

O STF é do barulho!

O assunto é polêmico, causando discussões infindáveis entre o comércio, de olho nos lucros, os amantes de barulho crescente (já ensurdecidos) sem fim e a sociedade sensível aos danos consequentes. Refiro-me aos rojões, morteiros e afins utilizados, principalmente, em “viradas” de fim de ano. Os fogos de artifício, belíssimos por sinal para serem apreciados, não se incluem nessa pouco civilizada prática. Continue reading

« Older posts

© 2020 PONDERANDO

Theme by Anders NorenUp ↑